Vem,
vem
devagar
por entre as ondas
de mágoa e sal
envolta em tempestades
de sentimentos e medos
tão antigos como os meus olhos.
por entre as ondas
de mágoa e sal
envolta em tempestades
de sentimentos e medos
tão antigos como os meus olhos.
Vem,
vem
devagar
por entre o vento suão
tão quente e agreste
semeado de desertos
onde mora a paixão
arrebatadora das tardes de outrora.
por entre o vento suão
tão quente e agreste
semeado de desertos
onde mora a paixão
arrebatadora das tardes de outrora.
Vem,
vem devagar
escalar a serra imensa
tão calma e bela
em noites de lua cheia
despertando nova ilusão
num peito magoado no ficar.
vem devagar
escalar a serra imensa
tão calma e bela
em noites de lua cheia
despertando nova ilusão
num peito magoado no ficar.
Vem,
vem
devagar
percorrendo a campina
imensa de saudade
de verde e pão
em dias de calmaria
que me sufoca o sonho e a razão.
percorrendo a campina
imensa de saudade
de verde e pão
em dias de calmaria
que me sufoca o sonho e a razão.
Vem,
vem devagar
tapa-me os olhos
sustem-me a respiração
esmaga-me contra ti
no ímpeto de força e paixão
quebrando mil anos de servidão.
vem devagar
tapa-me os olhos
sustem-me a respiração
esmaga-me contra ti
no ímpeto de força e paixão
quebrando mil anos de servidão.
Vem,
vem devagar
em segredo mal guardado
percorre todos os caminhos
descobrindo o quem em ti mora
de tão novo e calmo
rio que aqui e agora desaguas.
vem devagar
em segredo mal guardado
percorre todos os caminhos
descobrindo o quem em ti mora
de tão novo e calmo
rio que aqui e agora desaguas.

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